– O mundo desencantado do ursinho de um bilhão de dolares.

Ursinho PuffWalt Disney não criou o Ursinho Puff – Winnie the Pooh, que ja chegou a render um bilhão de dólares por ano com licenciamentos, e muita dor de cabeça.  

Pooh, um dos personagens mais queridos de Walt Disney, foi criado pelo escritor A. A. Milne que, inspirado por seu filho, Christopher Robin, e seu urso de pelúcia, escreveu sem grandes pretensões o poema “Vespers”.  Ele permitiu que sua esposa, que adorou o poema, o vendesse  para a revista Vanity Fair, e ficasse com o dinheiro.

 Foi um sucesso imediato. E ele não pode mais parar de escrever. Em 1924 , os poemas foram publicados num livro que se tornou um best seller.

O sucesso começou a incomodar Milne, que tentou eliminar o ursinho abobadinho no seu ultimo livro.  Na ultima cena Chris Robin explicou que estava crescendo e não voltaria a brincar com ele.  Mais um sucesso.

Milne não conseguia se livrar do ursinho e seu filho também passou a odiar a criação, pois na escola,  ele sempre foi motivo de chacota  por ser parceiro do ursinho Puff.

O garoto criou um ódio tao grande do Urso e seus poemas,  que só aceitou o dinheiro dos direitos autorais do pai depois que ele morreu e sua filha nasceu com problemas mentais.

Tudo começou em 1930 , quando A.A. Milne vendeu os direitos de imagem e licenciamento de Pooh e sua turma nos Estados Unidos e Canadá por mil dólares.

Dois anos depois, o autor cedeu para o agente, por nenhum custo adicional, os direitos sobre performances usando seus personagens em rádio, televisão e qualquer outro meio de reprodução que viesse a ser criado no futuro; Milne e sua família ganhariam dois terços desses rendimentos, e Slesinger ficaria com o resto.

Roy Disney, irmão de Walt, em 1937 tentou fazer filmes animados com seus personagens, mas o agente queria 50% dos lucros de merchandising.  As negociações se estenderam até 1961, quando A. A. Milne e Stephen Slesinger (o agente)  já tinham morrido, e a esposa de Slesinger, Shirley, fechou um acordo no qual ela receberia 4% dos lucros, a família de Milne, 2,5%, e Disney ficaria com o resto.

Em 1966 sai o primeiro filme de Winnie the Pooh, e varios outros que foram um sucesso.

Em 1980 a filha de Stephen e Shirley Slesinger, Pati, reclamou com a Disney querendo receber porcentagens sobre os lucros com a venda de bichos de pelúcia, brinquedos e revistinhas feitas com Puff, que não estavam previstos no contrato de 1961. O conflito durou até 1983, quando a Disney pagou 1,1 milhão de dólares à Stephen Slesinger Inc. para resolver a questão e reformular o contrato. Nele, a porcentagem que cabia aos Slesingers foi reduzida a 2%. Mas esta paz durou pouco.

Nos anos 80 a venda de fitas de vídeo cresceu de US$ 396 milhões/ano para US$ 8,3 bilhões. A Disney pagou por algum tempo às Slesingers o dinheiro sobre os vídeos, mas depois parou . Disse que não devia nada às duas e que os pagamentos iniciais haviam sido um engano. Assim começou uma luta judicial.

Logo no começo do processo, Pati Slesinger afirmou que Vince Jefferds, o executivo que assinou o novo contrato em 1983, tinha afirmado numa carta que concordava que deveria pagar uma porcentagem sobre todos os produtos com a cara do Puff. Mas ninguém sabia onde o tal contrato estava, e Jefferds já havia morrido, portanto não podia confirmar nem desmentir o fato. 

 O melhor – Em novembro de 2006,  o último descendente de A. A. Milne entrou com um processo no qual quer desfazer o contrato que o autor fez com Slesinger e recuperar os direitos sobre Pooh, para depois revender os direitos por quantia nao revelada.

Só que o último descendente é Clare, a filha de Christopher Robin, que, como está escrito alguns parágrafos acima, tem paralisia cerebral.

  Após 18 anos de brigas judiciais os executivos de Walt disney conseguiram vencer a batalha judicial de mais de 18 anos , avaliada em 2 bilhões, conseguindo ficar com os direitos autoria do “ursinho pooh”.

Documentos legais reivsados pelo juiz deram ganho de causa no dia 25 de setembro de 2009, ao afirmar que Stephen Slesinger Inc nao possuía direito algum que Disney pudesse ter infrigido.

O mais irônico, é quando se considera que seu criador não via a hora de se livrar dele.

Cultura Inútil – Winnie era o nome de um ursinho mascote comprado pela  Cavalaria Fort Gary Horse do Canada durante a  1. Guerra Mundia, em Winnipeg. O ursinho conseguiu entrar clandestinamente na inglaterra, mas qdo a cavalaria teve de ir pra França, ele foi deixado no Zoologico de Londres, em dezembro de 1919.  Encantado pelo urso, Christopher Robin decidiu chamar o seu próprio ursinho de “Winnie”. The “Pooh”

Milne incluiu os personagens Corujão e Abel baseado nos animais que viviam perto de sua cidade natal em Ashdown Forest, East Sussex, Inglaterra. Existe realmente uma “Five Hundred Acre Wood” fora de Ashdown Forest, que serviu de inspiração para o fictício Bosque dos 100 Acres. Alguns lugares reais de Five Hundred Acre Wood são mencionados nos livros do Ursinho Pooh

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